sexta-feira, 8 de junho de 2007

Ódio


Ofereço-te meu coração
E em troca eu ganho dor
Tudo ao meu redor vira cinza.
E arde nos meus olhos o fogo que me deixou nesse lugar
Eu realmente não deveria ter acreditado em você
E nada na minha vida me faz ter mais ódio do que sua respiração.
Guardei e tranquei meu mundo.
Se eu ainda tivesse algum sentimento aqui comigo.
Nada como a vingança para me acalmar
Espero ver seu coração ao meio
Partido por alguém que você amava, tanto quanto um dia eu te amei.
A garota doce e esperançosa virou amarga e vazia.
Nada me destrói ou me machuca já me mataram uma vez.
E na hora que sangrei, me fortaleci e fiquei pronta pra esse mundo.
Um mundo de verdades e mentiras.
Um mundo que você vai lutar pra sair dele.
Nada vai te fazer sorrir, nem mesmo sua própria dor.
Sinto-me orgulhosa por saber que um dia vou te derrotar.
Sinto-me ansiosa para te ver chorar.
Sou uma mulher sem sonhos.




Mayra Lima






domingo, 3 de junho de 2007

É sempre mentira




Adeus! Ela disse a si mesma, crente de que nunca mais voltaria a ser feliz.
Aquilo a estava corroendo por dentro, não deixando-a respirar
Ela tentava, juro que tentava, mas não havia mais saída!
Tudo e todos estavam contra a ela!
Ninguém a ajudava.
Pobre menina - eles diziam - está perdida no mundo!
Mas ela sabia quem a fez se perder eram eles!
Eles que limparam a trilha de sangue que ela havia deixado.
Eles que apunhalaram um coração ferido, porém cheio de esperança.
E um vazio cada vez maior enxia aquele espaço alí existente.
Ninguém a ajudava.
Pobre menina, pobre menina!
Suas lágrimas escorriam por seu rosto pálido, deixando marcas de uma dor profunda,
Que jamais será esquecida.
Carla Kindermann