segunda-feira, 14 de abril de 2008

A vida pela janela


Eles me olham.
Eu fico calada, inerte.
Não existe ninguém, mas eles me sufocam.
Não há nada lá fora... mas lá estão eles.
E a janela está trancada.

Caem as folhas, elas estão morrendo.
Lá fora tudo está morrendo.
Mas lá estão eles.
Estão em toda parte!

Não existe sol, não existe vida.
Agora tudo é deles. O TUDO é eles.
Mas ainda estou aqui.
E a janela está trancada.

E agora o que eles querem?
Eles estão ali... eles estão AQUI!
Mas não existe ninguém...
E a janela foi quebrada.


Carla Kindermann

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Um momento final



Se divirta com meu sangue
E encontre a felicidade nas minhas lagrimas
Cada corte um pensamento em você
Não precisava ter sido assim
Tudo que te faz bem me corrói
E os teus atos o tornam um monstro
Com garras que fincam no meu coração
Cuspindo nos meus sentimentos
Eu odeio você e seu jeito rude
Algo que me faz te querer mal
Não se engane, você não merece nada.
Não se culpe, é da sua natureza ser nojento
Preciso de algo que não seja escuro
Algo para acender minha vitalidade
E você não é esse caminho
Vou embora e não volto mais
Saio desse mundo e te deixo para traz
Eu só queria não ter acreditado em você





Mayra Lima




sábado, 16 de junho de 2007

O que resta?


E o que me resta, se não calar
já que você diz que minha boca pra nada presta?
E o que me resta se não chorar
já que meus olhos não conseguem enchergar a verdade?
Duras pedras em meu caminho. Elas não são ilusão.
Doces ventos do Norte. Eles me conduzirão.
E a coroa que um dia eu levava no topo do meu ego
agora caí, e se parte em tantos pedaços quanto as estrelas do céu.
O véu da noite escura vem suave como a virgem,
barulhando as finas teias de encantamentos.
Tecendo milhares de desejos.
Fazendo milhares de amores.
Todos acorrentados a um destino simples, porém perfeito.
Destinos que escorrem em um peito pálido, cálido.
E se acomodam em um cálice cintilante,
pra dali sairem sem destino.
Buscando suas vítimas. Uma a uma.
E então o que resta?
Não nos resta nada.
Nem um pingo de esperança.
Carla Kindermann

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Ódio


Ofereço-te meu coração
E em troca eu ganho dor
Tudo ao meu redor vira cinza.
E arde nos meus olhos o fogo que me deixou nesse lugar
Eu realmente não deveria ter acreditado em você
E nada na minha vida me faz ter mais ódio do que sua respiração.
Guardei e tranquei meu mundo.
Se eu ainda tivesse algum sentimento aqui comigo.
Nada como a vingança para me acalmar
Espero ver seu coração ao meio
Partido por alguém que você amava, tanto quanto um dia eu te amei.
A garota doce e esperançosa virou amarga e vazia.
Nada me destrói ou me machuca já me mataram uma vez.
E na hora que sangrei, me fortaleci e fiquei pronta pra esse mundo.
Um mundo de verdades e mentiras.
Um mundo que você vai lutar pra sair dele.
Nada vai te fazer sorrir, nem mesmo sua própria dor.
Sinto-me orgulhosa por saber que um dia vou te derrotar.
Sinto-me ansiosa para te ver chorar.
Sou uma mulher sem sonhos.




Mayra Lima






domingo, 3 de junho de 2007

É sempre mentira




Adeus! Ela disse a si mesma, crente de que nunca mais voltaria a ser feliz.
Aquilo a estava corroendo por dentro, não deixando-a respirar
Ela tentava, juro que tentava, mas não havia mais saída!
Tudo e todos estavam contra a ela!
Ninguém a ajudava.
Pobre menina - eles diziam - está perdida no mundo!
Mas ela sabia quem a fez se perder eram eles!
Eles que limparam a trilha de sangue que ela havia deixado.
Eles que apunhalaram um coração ferido, porém cheio de esperança.
E um vazio cada vez maior enxia aquele espaço alí existente.
Ninguém a ajudava.
Pobre menina, pobre menina!
Suas lágrimas escorriam por seu rosto pálido, deixando marcas de uma dor profunda,
Que jamais será esquecida.
Carla Kindermann

sábado, 12 de maio de 2007

Meu Destino


Na escuridão da noite eu enxergo meu pensamento

Só consigo pensar agora

Olhando o escuro la fora

Assim eu me compreendo


A janela abre, O vento invade

Sinto o cheiro da terra molhada

PArece que tudu some , nada atrapalha

E algo acende minha vitalidade


Será a noite que faz eu pensar nas minahs escolhas?

O enigmatico me cativa completamente

Me sinto bem e inconsiente

Envolvida pelo som das folhas


E com a luz da lua me iluminando

Isso me deixa calma

Somente o olhar da madrugada

Faz eu me sentir livre e voando

Mayra Lima

terça-feira, 8 de maio de 2007

A dor de amar



O vazio dentro de mim é tão grande que chega a doer.
A solidão bate em meu peito nas noites frias.
E como sempre, você me deixa aqui,
Respirando o ar impuro dos pecadores.
Nessa rua cheia de perigos e tristezas.
Uma alameda onde meus pensamentos se perdem.
Onde chorar já nem faz diferença;
Sou só mais uma incompreendida aqui.
E tudo isso está me deixando louca.
A minha meiga inocência quer sair de dentro de mim;
Rasgando minhas veias,
fazendo meu sangue jorrar.
Minha mente, agora insana, deseja sua carne.
Ohh meu amor, não me deixe aqui sozinha.
Morrerei de amor, e disto ninguém deve morrer.
Porque você está me matando aos poucos?
Dilacerando meu coração, bebendo minha felicidade?
Minhas asas estão apodrecendo
Pois você não me permite mais voar.
Me livre desse seu amor duentiu.
Me deixe viver.
Somente viver.

Carla Kindermann